Pesquisar este blog

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O mal a evitar. Editorial do Estadão

Editorial: O mal a evitar

25 de setembro de 2010 | 17h 02


A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

RODEIOS: MALTRATO COM ANIMAIS

2 MISTÉRIOS DO WORD

COMO SE DIZ LÁ NAS MINAS GERAL:

"É MUITA DOIDEIRA SÔ!"

JD


 

2 MISTÉRIOS DO WORD

CASO 1

Faça o seguinte:
1. Escrevam no 'Word' em letras maiúsculas: Q33 NY (referente a quadra 33 de Nova Iorque, que é onde estavam as torres gemeas do dia 11 de Setembro 2001).
2. Selecionem e aumentem o tamanho da letra para 72.
3. Selecionem e mudem o tipo de letra para Wingdings.

Veja o resultado.


Caso 2 - ESSA EU QUERO VER QUEM EXPLICA...

Para esta nem o Bill Gates encontrou explicação :
1. Abra o Word
2. Escreva: =rand(200,99)
3. Tecle enter e espere 3 segundos.
O que isto???
Alguém consegue explicar???
 


 

Q33 NY

Q33 NY




 


 

=rand(200,99)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paulo Henrique Amorim: como a Globo fraudará a eleição de Dilma

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/28/o-golpe-capitulo-995-como-o-jn-vai-usar-o-datafalha/

Paulo Henrique Amorim: como a Globo fraudará a eleição de Dilma

Diante do retumbante fracasso do jenio (José Serra) no debate da Record, este ordinário blogueiro reafirma uma de suas teses mais antigas: a baixaria é a última bala do Serra. (Outra, também de sua predileção: o Vesgo do Pânico tem mais chance de ser Presidente da República do que o Serra.)

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada

Nesta última semana, o Ali Kamel, o mais poderoso jornalista que a Globo já teve, disporá de variado conjunto de baixarias para destruir a Dilma. Vamos tratar delas, aqui.

- Manipular o Globope e o Datafalha.Essa é uma arma clássica. Um bacamarte do PiG (*) e da elite branca (no caso de São Paulo, a elite é separatista). Só no Brasil pesquisa de opinião pública tem essa importância. É porque ela se tornou um instrumento do PiG (*) para manipular (da margem de erro à amostragem) e favorecer o candidato não-trabalhista.

Hoje, dois institutos de pesquisa mineiros — Vox e Sensus — conseguiram quebrar o monopólio do Datafalha e do Globope. Mas, eles não têm a repercussão que o PiG (*) dá aos outros, tradicionais.

Amigo navegante me diz que, uma semana antes da eleição, o Montenegro do Globope não erra mais. Já errou tudo o que tinha que errar. Tenho as minhas dúvidas. A capacidade de errar do Montenegro é infinita.

- Anabolizar outro escândalo.O Conversa Afiada desconfia que exista uma central de produção de escândalos, uma espécie de McDonalds da Baixaria.Uma central única de trabalhadores do Golpe. Eles produzem a “reportagem”, a distribuição da “reportagem”, a repercussão da “reportagem”, a réplica da “reportagem” e a re-alimentação da “reportagem”.

O Ali Kamel entra com a edição da “reportagem”. Entra com a distribuição das ênfases. Como aconteceu no jornal nacional de sábado. O Estadãoproduziu a 267ª. denúncia da semana. Aí, o jornal nacional fez uma longa reportagem sobre a denúncia. Um VT completo, com repórter política de Brasília, que, com o que resta de sua credibilidade, dá uma mão de verniz na “reportagem”.

Aí chove desmentido, que torna a “reportagem” um não-evento. Os desmentidos aparecem sem VT, rapidinho, na boca do locutor, um amontoado em cima do outro. Quer dizer, a denúncia do outro, do Estadão, merece crédito. Os desmentidos vão para o ralo do Kamel.

- Editar o debate da GloboEssa é uma velha trapaça da Globo. Foi o que ela fez na eleição do Collor e quando levou a eleição de 2006 para o segundo turno. Utilizar o jornal nacional de sexta e sábado para desmoralizar o candidato trabalhista, sem direito a resposta. Já não haverá tempo no horário eleitoral para desmontar a patranha. No jornal nacional não haverá espaço para desmentir o jornal nacional.

Então, mesmo que o jenio tenha desempenho desastroso como no debate da Record, o Kamel o transformará num Churchill. E a Dilma será devidamente destroçada, como o Ali Kamel de então fez com o Lula diante do Collor: tudo o que o Collor fez de bom e tudo o que a Dilma fez mau.

A esse VT se segue um editorial do Alexandre Maluf Garcia, para dizer que a Democracia se constrói com a vitória do Serra. (Depois o Eugênio Bucci vai dizer no Estadão que Liberdade de Imprensa é isso aí. Quantos Bucci cabem num Eugênio ?)

- Coonestar a fraude da urna eletrônicaA Globo é especialista na matéria. Na primeira eleição do Brizola para governador, a Globo coonestou a patranha que o SNI, a Polícia Federal e uma parte da Justiça Eleitoral montaram para roubar a eleição no computador. O Ali Kamel conhece o assunto, porque mereceu um modesto livro deste ordinário blogueiro para comprovar o papel criminoso da Globo —Plim-Plim — A Peleja de Brizola contra a Fraude Eleitoral.

Se a eleição terminar apertada, é perfeitamente possível roubar no computador. O Stanley Burburinho, recentemente e neste ordinário blog, já demonstrou isso. Eleição no computador sem “papelzinho”, como dizia o grande Brizola, é convite à fraude. Só no Brasil a eleição no computador não tem papelzinho. Trata-se de uma contribuição de Nelson Jobim, Eduardo Azeredo e Marco Aurélio de Mello á Civilização Pós-Moderna do Ocidente.

Se persistir alguma dúvida, leiam no Valor de hoje, pág. B3, um perfil de Silvio Meira, um dos responsáveis pela criação do “Porto Digital”, em Recife, que hoje abriga 160 empresas de TI. Diz Meira, “Sistema de urna eletrônica está furado”. Qualquer hacker de quinta categoria, desses que poderiam estar a serviço do Graeff, qualquer um pode violar o sistema de apuração do TSE de forma “relativamente simples”, diz o Meira. É a sopa no mel.

O hacker viola, a eleição mela, tem que haver uma recontagem na Florida, edição extra da Fox (jornal nacional) diz que o Bush ganhou, vai tudo para o TSE, o Gilmar Dantas assume a vaga de titular — e o Serra vence, por estreita margem. E dá uma entrevista gloriosa na bancada do Casal 45 (William Bonner e Fátima Bernades, que se mostrarão em êxtase profundo). Antonin Scalia é o que não falta.

- A última arma: a testemunha-bombaLivros que analisam a manipulação da televisão para fraudar uma eleição costumam dar dois exemplos clássicos: a edição do debate da Globo para eleger o Collor. E o que a Televisa (a Globo do México) fez para eleger o Carlos Salinas de Gortari.

Salinas, como se sabe, foi precursor da frente neoliberal que arrasou a América Latina e da qual o Farol de Alexandria é expoente. Salinas entregou a telefonia do país inteiro ao Carlos Slim e fez dele o homem mais rico do mundo. O irmão de Salinas, campeão da privatização dos telefones, morreu na cadeia. Salinas fugiu para a Irlanda.

Na véspera da eleição contra Cuháutemoc Cárdenas em 1988, apareceram na televisão uns camponeses para dizer que eram maltratados na fazenda da família de Cárdenas. Testemunhas-bomba de última hora. Com a cara de infelizes, vilipendiados, perseguidos por patrões impiedosos. Testemunhas que falavam à alma do povo mexicano. (Depois, soube-se, eram uns patranheiros, a soldo da campanha do Salinas.)

Deu-se a eleição. Com patranha e tudo, Cárdenas saiu na frente na apuração pelo computador. De repente, com a ajuda decisiva da Televisa, se disse “se cayó el sistema” — o sistema pifou. Depois de dias de impasse, houve a recontagem, Salinas ganhou e a Televisa celebrou com o Casal 45 dela, um âncora famoso no México de então, Jacobo Zabludovsky.

No programa 24 Horas, Jacobo era uma combinação de Casal 45, a urubóloga (Mirian Leitão), o Waack e o Jabôr, numa só pessoa. No gabinete ao lado do presidente Salinas havia um pequeno estúdio, sempre pronto para entrar em ação. Era dali que, quando bem entendesse, concedia entrevistas “exclusivas” à Televisa. (Este ordinário blogueiro o entrevistou ali mesmo.)

Ali Kamel pode ter uma testemunha bomba escondida na manga: um camponês que trabalhou nas terras do pai da Dilma na Bulgária. Um torturador da Dilma pode contar se ela “cantou” sob tortura. Um empregado da lojinha da Dilma pode dizer que ela não recolhia do Fundo de Garantia. Um guerrilheiro das Farc vai dizer que a Dilma o ensinou a atirar. (Para assaltar banco, a aula era com o Aloysio Nunes Ferreira.)

Um membro do PCC vai confessar que a Dilma o protegia na Casa Civil. O Fernandinho Beira-Mar contará que, sem a Dilma, não teria conseguido enriquecer. O Nem da Rocinha vai dizer que a Dilma é chegada a um pagode lá em cima. Testemunha é o que não falta. Zabludovsky muito menos.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

UNIÃO É CONDENADA A INDENIZAR ADVOGADO PELO FATO DE JUÍZA TER EXIGIDO BECA E GRAVATA PARA FAZER AUDIÊNCIA

Quanto abuso!
Ainda demorará muito para que possamos ser um país de respeito às leis e de busca do bem comum.
É terra de muito cacique e poucos índios.
JD


Juíza de MG impede advogado de sentar-se à mesa por não estar de beca ou gravata
Considerando a beca e a gravata vestimentas imprescindíveis, uma juíza da 3ª vara do Trabalho de Juiz de Fora/MG impediu um advogado que não usava os trajes de sentar-se à mesa de audiências, permitindo sua presença apenas dentro da sala.
O causídico entrou com ação de indenização por danos morais contra a União, que foi julgada parcialmente procedente pelo juiz Federal Leonardo Augusto de Almeida Aguiar.
Segundo o magistrado, faltou "razoabilidade" à juíza, pois embora incorporado à rotina forense e afeto ao tradicionalismo dos Tribunais, "o uso do paletó e gravata não tem obrigatoriedade imposta na lei".
Na decisão, o juiz salientou que "a legislação não exige como requisito para participação das audiências que os advogados estejam trajados com paletó e gravata, beca ou qualquer outra vestimenta. Na verdade, a norma determina que os advogados estejam trajados de forma adequada ao exercício da profissão".
Ainda de acordo com o juiz, a conduta da juíza resultou em uma "violação aos direitos da personalidade". 
Processo n. 2009.38.01.706754-3
Autor: Fábio de Oliveira Vargas
Réu: União

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Voto do Min. Ayres Brito sobre a ficha limpa

"A palavra candidato se autoexplica, vem de cândido, puro, limpo, no sentido ético.
Tanto quanto candidatura vem de candura, pureza, limpeza, igualmente ética" Ministro Ayres Britto, a favor da lei da ficha limpa.

domingo, 26 de setembro de 2010

TRECHO DE UM DOS ÚLTIMOS SERMÕES DE MARTIN LUTHER KING JR.

TRECHO DE UM DOS ÚLTIMOS SERMÕES DE MARTIN LUTHER KING JR.
Por Martin Luther King Jr. - Fevereiro de 1968.

Se você estiver por perto quando chegar o meu dia, eu não quero um longo funeral. Se você for pedir a alguém que faça algum elogio, diga-lhe para não falar muito. Eu quero expressar o desejo acerca daquilo que gostaria que fosse dito neste dia. Peça que não mencione que eu tenho um Prêmio Nobel da Paz, porque isso não é importante. Peça que não se mencione que eu recebi 300 ou 400 outros prêmios, porque isso não é importante. Peça que não se mencione onde estudei. Eu gostaria que se mencionasse nesse dia que Martin Luther King Jr. tentou dar a sua vida para servir aos outros. Eu gostaria que alguém dissesse naquele dia que Martin Luther King Jr. tentou amar os outros. Eu gostaria que se dissesse que eu tentei ser justo com a questão da guerra. Eu gostaria que alguém fosse capaz de dizer que eu tentei alimentar os famintos. Eu gostaria que alguém dissesse que em minha vida eu tentei vestir quem estava nu. Eu gostaria que alguém dissesse em meu dia que em minha vida tentei visitar aqueles que estavam presos. Eu gostaria que dissessem que eu tentei amar e servir a humanidade. Sim, se você for dizer alguma coisa, diga que eu tive um grande projeto. Diga que o meu projeto maior foi pela justiça. Diga que o meu desejo maior foi pela paz. Diga que o meu anseio maior foi a justiça. Tudo o demais foi apenas uma sombra disso. Eu não tenho dinheiro para deixar. Eu não tenho coisas caras e luxuosas para dar. Mas eu quero deixar uma vida compromissada. É isso que eu quero que se diga quando chegar o meu dia.

Disponível em: Religião, Utopia e Sociedade. Diálogos com Martin Luther King Jr. e Richard Shaull. Ed. Aliança de Batistas do Brasil, 2009, p. 28,29.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

“CLTs” diferentes para a redução da informalidade.

Não há a menor dúvida.
Defendemos a tese em sala de aula.
Há que se ter um tratamento diferenciado do custo social para as micro e pequenas empresas, que são as que mais empregam nesse País, de forma capilar e difusa.
Reduzindo os custos sociais, mantendo-se o salário, haverá mais renda e conseqüentemente mais acesso a bens e consumo, gerando maior impacto na economia e maior alcance de incidência tributária.
Penso que o País ganharia com uma desregulamentação nesse aspecto.
A questão do salário no Brasil não se passa pelo valor em si ou pela legalidade. Não é um problema da lei.
A questão é de conjuntura econômica e de distribuição de renda.
O salário mínimo brasileiro é um paradoxo: é muito pouco para quem recebe, para viver com dignidade, e é muito caro, muito elevado para quem tem o ônus de pagar, de remunerar.
Qual a solução, isto é, o jeitinho em face das regras severas nas relações sociais? R: informalidade.
JD


“CLTs” diferentes para a redução da informalidade.

De acordo como IBGE, mais de 15 milhões de brasileiros trabalham sem carteira assinada. Com base nesse dado, vem à tona uma pergunta: se os encargos trabalhistas fossem diferentes para as empresas, de acordo com seu tamanho, faturamento e lucro, o índice de trabalhadores informais diminuiria?
Para o advogado e membro do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos da Fiesp, Dr. José Eduardo Pastore, a resposta é sim. “Num país onde a maior parte da mão-de-obra provém de micro e pequenas negócios que não podem legalizar a sua equipe ou contratar mais pessoas por não terem condições de bancar os tributos que envolvem uma admissão, a diferença no tratamento deveria existir, sem dúvida”.
A Constituição Federal em seu artigo 170 dispõe que deve haver um “tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País”.
Já o artigo 179, prevê que o Estado deve dispensar às menores empresas do tratamento jurídico diferenciado, visando incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias previdenciárias e creditícias.
Desde então, várias regras surgiram conferindo as estes empreendimentos estímulos e acesso ao crédito. Uma das mais importantes nesse sentido é a Lei Complementar 123/2006 que institui a Lei Geral das Micros e Pequenas Empresas.
“A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas é o exemplo concreto do princípio da igualdade aplicado ao pé da letra. E se as empresas possuem capacidade econômica diversa, por que não estender para as relações do trabalho a lei que trata de forma peculiar este universo?”.
Se a regra vale para tratamento desigual às micro e pequenas na área tributária, previdenciária e de crédito, por que não imaginar uma alteração no âmbito trabalhista, ou seja, uma CLT modificada para as menores?.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio de sua Recomendação 189, também reconhece a existência das diferenças, dentre elas, inclusive como fortes geradoras de emprego.
Segundo Dr. Pastore, o argumento é válido porque se a Consolidação das Leis do Trabalho não consegue enxergar trabalhadores diferentes em distintos estabelecimentos, provocando uma miopia legal, o que acaba prevalecendo é a lógica do mais forte, manifestado pelo trabalho desregulamentado, precário e selvagem.
Alguns insistem não ser possível outro sistema trabalhista. Porém, quem parte dessa premissa enxerga somente a igualdade para o trabalhador e não para o empregador, que é quem paga a conta.
“Quem paga os tais direitos trabalhistas é quem contrata. Não adianta lutar contra os fatos e imaginar que todos os trabalhadores irão usufruir os mesmos direitos pelo simples fato de serem empregados e trabalharem. A realidade está mostrando um mundo bem diferente. O que gera injustiça é não olhar para as diferenças”, alerta Dr. Pastore.
Fonte: Empresas e Negócios, 23.09.2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Juízes poderão ser demitidos em processo administrativo

Assino em baixo!

Em uma verdadeira república, apenar juízes que não honram a função com um prêmio de previdência vitalícia é o cúmulo do absurdo.
Considerando ainda que, fatalmente, virão para advocacia, do qual discordamos, mas os tribunais (corporativos, com pena e uma certa dose de antipatia a classe), determinam a inscrição nos quadros da OAB.
Ora, se honrar a função, o que temerá?

Shalom, João.

Juízes poderão ser demitidos em processo administrativo.
 A Câmara analisa Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 505/10, do Senado, que permite a perda de cargo por parte de magistrados e membros vitalícios do Ministério Público em processos administrativos. Atualmente, a Constituição só admite a perda de cargo quando houver sentença judicial transitada em julgado.
Conforme a proposta, a decisão para a perda de cargo será tomada pelo voto de 2/3 dos integrantes do tribunal a que o magistrado (juiz, desembargador e ministro de tribunal superior) estiver vinculado. Os promotores e procuradores poderão perder o cargo por voto de dois terços dos membros do conselho superior da instituição a que eles estiverem vinculados.
Segundo o texto, porém, a medida não será aplicada a magistrados e membros do Ministério Público vitalícios à época da promulgação da emenda constitucional.
A autora da PEC, senadora Ideli Salvati (PT-AC), lembra que, antes da Constituição de 1988, a demissão de magistrados era prevista como pena máxima em processos administrativos. Depois, a punição administrativa máxima foi limitada à aposentadoria compulsória. "Nossos magistrados dispõem hoje de garantias institucionais de feições extremamente paternalistas", opina a senadora.
A PEC também elimina da Constituição a possibilidade de a aposentadoria compulsória do magistrado ser utilizada como medida disciplinar. "Parece-nos mais um prêmio, com o agravante dos custos de manutenção da aposentadoria serem suportados pela sociedade", afirma Salvati.
Perda de cargo
Conforme a PEC, o tribunal poderá determinar a perda de cargo do magistrado no caso de procedimento incompatível com o decoro de suas funções ou no caso de exercer outro cargo ou função, salvo a de professor; receber custas ou participação em processo; dedicar-se a atividade político-partidária; receber auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas.

No caso do integrante do Ministério Público, a perda de cargo poderá ocorrer por procedimento incompatível com o decoro da função ou por receber honorários, percentagens ou custas processuais; exercer a advocacia; participar de sociedade comercial; exercer qualquer outra função pública, salvo uma de professor; exercer atividade político-partidária; receber auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas.
Tramitação
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, será encaminhada a uma comissão especial e depois ao plenário, onde deverá ser votada em dois turnos.

SOCIALISMO utópico: Simples e bem explicado

SIMPLES E MUITO BEM EXPLICADO.... 

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".
O professor então disse:
- Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe.. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto seriam "justas". 
Com isso ele quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.
Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas.
Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por "justiça" dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.
PORTANTO, TODOS OS ALUNOS REPETIRAM O ANO... PARA TOTAL SURPRESA!!!
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado.
Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

A inevitabilidade se dá em razão de que sempre haverá competição entre os homens, e a da busca pelo vil metal. JD



"Não é possível legislar em prol da liberdade dos pobres, legislando de forma a cortar a liberdade dos ricos.
Tudo que uma pessoa recebe, sem que tenha trabalhado, virá necessariamente do trabalho de alguém que não receberá por isso.
Um governo não pode dar algo a quem quer que seja, que este mesmo governo não tenha tirado antes de outra pessoa.
Quando metade da população de um país entende que não precisa trabalhar, porque a outra metade da população cuidará e proverá por ela, a metade que se vê obrigada a prover a outra entenderá que não adianta trabalhar, porque o fruto de seu labor não será seu.
E esse é o fim de qualquer nação.
Não há como multiplicar a riqueza pela subtração".
Dr. Adrian Rogers, 1931 - 2005