INTERNACIONAL - ORIENTE MÉDIO
Martin Peretz, editor-chefe da New Republic, levantou a questão sobre se os árabes palestinos são um povo e nação distintos, e por isto ele está sendo denunciado em certos círculos. A fúria resultante criou uma cortina de fumaça sobre uma questão que merece exame em uma atmosfera de respeito e moderação. Os árabes palestinos são um povo distinto, separado dos outros árabes?
Antes de 1948, o termo "palestino" era usado para descrever os judeus e era equivalente ao termo "sionista." Os moradores árabes da Palestina, a maioria dos quais emigraram para lá de forma paralela à emigração judaica, e que assim fizeram a fim de aproveitar as oportunidades econômicas ampliadas que acompanhavam a imigração judaica, consideravam a si mesmos ou como parte do Estado judaico emergente ou como parte de uma estado árabe mais amplo.
Como mufti de Jerusalem, Hussein teve como papel central levantar a imagem de Jerusalém como um local de importância para o Islã. Ele levantou fundos em países árabes e islâmicos para o folheamento a ouro da Cúpula da Mesquita, conhecida hoje como a Cúpula da Rocha, alegando que havia uma conspiração dos judeus para explodi-la. Os principais locais sagrados do Islã são Meca e Medina e as poucas referências a Jerusalém e Israel no Corão na verdade exortam à criação de um estado judaico.
Em 1919, o Emir Faisal, quando líder da delegação árabe para a Conferência de Paz de Paris, reconheceu a soberania judaica na Palestina, quando assinou o Acordo Faisal-Weizmann. Em 1922, o primeiro-ministro britânico Winston Chrurchill dividiu o Mandato Britânico da Palestina ao longo do Rio Jordão em Palestina Oriental, ou Transjordânia, e Palestina Ocidental, ou Cisjordânia. A Transjordânia, que seria reconhecida pela ONU como o Reino da Jordânia, em 1947, deveria ser a Palestina exclusivamente árabe, enquanto que a Cisjordânia, ou Palestina, seria igualmente reconhecida como Israel pela ONU, em 1947.
Depois da Guerra de Independência de Israel, em 1948, até a Guerra dos Seis dias, em 1967, a região a oeste do Rio Jordão que foi ocupada pelo Reino da Jordânia era conhecida como Jordânia Ocidental e os árabes vivendo lá eram cidadãos jordanianos. Ahmad Shukari, fundador da OLP, afirmou em 1967 que "a Jordândia é a Palestina e a Palestina é a Jordânia." O membro da OLP Abu Iyad relembrou em suas memórias, "Palestino sem pátria," que ele e outros membros da OLP tinham sido aconselhados em 1973 pelos norte-vietnamitas a desenvolverem a ideia da "solução dos dois estados". Os norte-vietnamitas aconselharam Iyad a "parar de falar sobre aniquilar Israel e, ao invés disso, transformar sua guerra terrorista em uma luta por direitos humanos. Aí você vai fazer os americanos comerem na sua mão." A OLP, patrocinada pela União Soviética, continuou sua guerra contra Israel, tanto através do terrorismo quanto pela promoção do artifício diplomático que veio a ser conhecido como a "solução dos dois estados." O movimento pela soberania árabe-palestina a oeste do Rio Jordão é e nunca foi mais do que um movimento de vanguarda buscando a destruição final do Estado de Israel.
